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quinta-feira, abril 09, 2026

Ataque israelense mata jornalista da Al Jazeera em Gaza: mais uma vítima da violência contra a imprensa


Por Enéas Bispo 

Um drone israelense atingiu o veículo de Mohammed Wishah, correspondente da Al Jazeera Mubasher, na tarde de quarta-feira (8 de abril), matando o jornalista e pelo menos outra pessoa. O incidente ocorreu na estrada costeira al-Rashid, a oeste da Cidade de Gaza.

Wishah, que trabalhava na rede catariana desde 2018, foi atingido enquanto transitava em uma área da Faixa de Gaza. Imagens divulgadas após o ataque mostraram o carro em chamas. Equipes de defesa civil palestina recuperaram os corpos carbonizados do veículo.

A Al Jazeera condenou o ocorrido de forma veemente. Em comunicado oficial, a emissora descreveu o ataque como um “crime hediondo” e “deliberado”, afirmando que se trata de uma tentativa de intimidar jornalistas e silenciar a cobertura da realidade em Gaza. “Não foi um ato aleatório, mas um crime direcionado para impedir o exercício da profissão”, destacou a rede, que responsabilizou integralmente as forças israelenses.

O funeral de Mohammed Wishah aconteceu nesta quinta-feira (9 de abril) em Deir el-Balah, no centro da Faixa de Gaza, com a presença de colegas, familiares e moradores.

Israel atribui o alvo a militante do Hamas

As Forças de Defesa de Israel (IDF) assumiram o ataque e alegaram que Wishah era um “militante chave do Hamas” que atuava na produção de foguetes e armamentos. Segundo o Exército israelense, ele “operava sob o disfarce de jornalista” e planejava ataques contra tropas israelenses na região.

A IDF retomou acusações feitas em 2024, quando divulgou imagens e documentos supostamente encontrados em um laptop do jornalista, mostrando-o com armamentos antitanque. A Al Jazeera rejeita categoricamente essas acusações, classificando-as como “calúnias” usadas para justificar ataques contra profissionais de imprensa.

Contexto: 262 jornalistas palestinos mortos desde 2023

A morte de Mohammed Wishah eleva para 262 o número de jornalistas e profissionais de mídia palestinos mortos em ataques israelenses desde o início da guerra, em outubro de 2023, segundo o Escritório de Mídia do Governo de Gaza. A Al Jazeera afirma que ele é pelo menos o 11º profissional da rede morto no conflito.
Organizações internacionais de defesa da liberdade de imprensa, como o Committee to Protect Journalists (CPJ) e Repórteres Sem Fronteiras (RSF), têm registrado Gaza como o lugar mais perigoso do mundo para jornalistas nos últimos anos. Críticos acusam Israel de praticar um padrão sistemático de ataques contra a mídia, enquanto o governo israelense sustenta que apenas alvos militares ou militantes são atingidos.

O ataque ocorreu em meio a um cessar-fogo frágil, mediado internacionalmente, que vem sofrendo violações relatadas por ambos os lados.

Repercussão

A morte de Wishah gerou comoção na Faixa de Gaza e condenações de diversos veículos e entidades de imprensa. Colegas da Al Jazeera destacaram que “as histórias que ele tentava contar não terminam aqui”.
Enquanto o conflito segue com tensões elevadas, o caso reforça o debate global sobre a proteção de jornalistas em zonas de guerra e a aplicação das Convenções de Genebra, que estabelecem que profissionais de mídia não devem ser alvos diretos.

segunda-feira, março 23, 2026

Trump Perdeu o Controle da Guerra: Bélica, Diplomática e Política


Por Enéas Bispo – Análise Independente | 23 de março de 2026

Quando Donald Trump assumiu o segundo mandato prometendo “acabar com as guerras idiotas” e trazer “paz através da força”, poucos imaginavam que, em menos de 14 meses, os Estados Unidos estariam imersos na quarta semana de uma guerra com o Irã que ele próprio ajudou a desencadear. A Operation Epic Fury, iniciada em 28 de fevereiro de 2026 com ataques conjuntos EUA-Israel, deveria ser um “golpe rápido e decisivo”. Hoje, o conflito escapa das mãos do presidente: o Estreito de Ormuz bloqueado, preços do petróleo em disparada, baixas americanas, Israel agindo por conta própria e uma base MAGA rachada. Trump perdeu o controle — bélico, diplomático e político. Esta não é uma opinião partidária; é o retrato factual de uma estratégia que desmoronou.

1. Dimensão Bélica: De “vitória rápida” a guerra de atrito sem saída

Trump e seus assessores calcularam mal a resposta iraniana. Os primeiros 900 ataques destruíram parte da liderança (incluindo o aiatolá Khamenei) e instalações nucleares e de mísseis. Parecia o script perfeito. Mas o Irã optou pela guerra assimétrica: drones baratos, minas, lanchas rápidas e mísseis balísticos contra alvos civis e energéticos no Golfo, Israel, Qatar e Emirados. O Estreito de Ormuz — por onde passa 20% do petróleo mundial — está parcialmente paralisado.
O Pentágono já fala em pedir mais US$ 200 bilhões ao Congresso. Há 13 soldados americanos mortos e mais de 200 feridos confirmados. Trump ameaçou atacar usinas elétricas iranianas e até ocupar a ilha de Kharg, mas recuou após vazamentos e pressão interna. Israel intensifica ataques diários (incluindo o campo de gás South Pars sem prévio aviso a Washington), forçando Trump a pedir moderação pública. Resultado: uma operação que deveria durar “4 a 5 semanas” (declaração do próprio Trump) entra na quarta semana sem plano de saída claro. O controle militar evaporou porque subestimou a resiliência iraniana e superestimou a capacidade de impor vontade unilateral.

2. Dimensão Diplomática: Aliado indomável, inimigo inflexível, aliados ausentes

Trump sempre se gabou de “conhecer os líderes”. Com Putin, Zelensky e Netanyahu, ele usou telefonemas e pressão pessoal. No Irã, falhou. Teerã rejeita qualquer “ponto de acordo” que Trump anuncia (e que o Irã imediatamente desmente como “guerra psicológica”).

O maior problema é Israel: Netanyahu ignora apelos americanos para não atingir infraestrutura energética iraniana, sabendo que Trump não pode — ou não quer — romper a aliança. O resultado é isolamento: a OTAN se recusa a ajudar a reabrir Ormuz (“covardes”, segundo Trump), Europa e China criticam, e até países árabes do Golfo sofrem retaliações iranianas. A “Board of Peace” que funcionou parcialmente em Gaza agora está paralisada exatamente por causa desta guerra. Trump, que prometia diplomacia transacional, hoje é refém de um aliado que não controla e de um adversário que não cede. A diplomacia pessoal que tanto funcionou em 2017-2021 hoje expõe seus limites: sem alavancas reais de coerção coletiva, o presidente americano parece solitário.

3. Dimensão Política: O custo doméstico que Trump não previu

No plano interno, o estrago é maior. O “America First” que ele vendeu virou “America in Another Forever War”. Marjorie Taylor Greene e Joe Kent já renunciaram ou criticaram publicamente o conflito como traição ao isolacionismo. Pesquisas mostram independentes fugindo do GOP; o risco de perder Câmara e Senado nas midterms de novembro de 2026 é real.

O preço da gasolina dispara (Brent acima de US$ 119, projeções de US$ 147), inflação volta a assombrar e famílias americanas sentem no bolso o que Trump chamou de “pequeno incômodo temporário”. Senadores democratas como Chris Murphy repetem: “Trump perdeu o controle desta guerra”. Até dentro da própria administração, Tulsi Gabbard e John Ratcliffe teriam admitido que não havia ameaça nuclear iminente iraniana — minando a justificativa original. Trump agora oscila entre “estamos obliterando eles” e “estamos considerando encerrar”. A narrativa escapa: ele não controla mais nem a mensagem.

O mito da “arte do acordo” encontra seus limites

Trump não é um presidente belicista por ideologia; é um pragmático que odeia guerras longas porque custam dinheiro e votos. Exatamente por isso, o fracasso atual é mais doloroso: ele entrou na guerra convencido de que poderia replicar o modelo Gaza (cessar-fogo rápido + reconstrução) ou o “deal” com o Talibã. Subestimou a psicologia iraniana (“quando encurralado, não recua”), superestimou a obediência israelense e ignorou que o mundo multipolar de 2026 não aceita mais ditados unilaterais americanos.

Não se trata de torcer contra os EUA ou contra Israel. Trata-se de constatar que a abordagem “eu decido, vocês obedecem” funciona em negociações comerciais ou em reality shows, mas falha quando o adversário joga xadrez assimétrico e o aliado joga damas por conta própria.

Trump ainda pode recuperar o controle: uma desescalada negociada com mediação chinesa ou saudita, acompanhada de retirada gradual e pressão real sobre Israel para respeitar o teto, poderia limitar os danos. Mas cada dia que passa sem decisão clara aprofunda o buraco. A história recente mostra: presidentes que perdem o controle de uma guerra no Oriente Médio raramente saem ilesos — nem política nem historicamente.

Trump prometeu “paz através da força”. Hoje, a força está lá, mas a paz — e o controle — fugiram. O presidente que jurou nunca repetir os erros dos antecessores agora vive o clássico: entrou em uma guerra que não sabe como terminar. E o relógio — bélico, diplomático e eleitoral — não para.

quarta-feira, outubro 02, 2024

Irã Adverte EUA a Não se Envolverem em Conflito com Israel


Por Enéas Bispo*

Teerã, 2 de outubro de 2024 - O governo iraniano emitiu um alerta aos Estados Unidos, pedindo que não se envolvam no recente conflito entre Irã e Israel. A advertência veio após uma série de ataques com drones e mísseis balísticos lançados pelo Irã contra alvos israelenses, em retaliação à morte de líderes de grupos armados alinhados a Teerã.

O Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que qualquer intervenção americana poderia agravar ainda mais a situação. "Este é um assunto que deve ser resolvido entre Irã e Israel. A interferência dos EUA só complicará as coisas", disse Araghchi em uma coletiva de imprensa.

Enquanto isso, o governo americano declarou que está em contato com Israel para coordenar uma resposta adequada aos ataques iranianos. O porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Matthew Miller, enfatizou que os Estados Unidos estão prontos para apoiar Israel, mas não especificou que tipo de apoio seria oferecido.

A comunidade internacional está acompanhando de perto os desdobramentos, com a ONU convocando uma reunião de emergência para discutir a escalada das tensões na região.

Fontes: UOL, CNN Brasil, Info Money

terça-feira, outubro 01, 2024

A Complexidade dos Conflitos


Por Enéas Bispo

Os conflitos no Oriente Médio têm sido uma constante na história recente, com Israel frequentemente no centro das atenções devido às suas ações militares. Recentemente, a situação se intensificou com a invasão do Líbano e os bombardeios no Iêmen, resultando em um cenário de sofrimento e morte para muitas pessoas.

Invasão do Líbano

No passado mês de setembro, as Forças de Defesa de Israel (IDF) realizaram uma invasão terrestre no Líbano, a primeira desde 2006. Este movimento foi justificado por Israel como uma resposta a ataques do Hezbollah, um grupo militante libanês apoiado pelo Irã. A invasão resultou em intensos combates e bombardeios, causando a morte de civis e combatentes.

Bombardeios no Iêmen

Simultaneamente, Israel lançou ataques aéreos no Iêmen, direcionados a alvos controlados pelos rebeldes houthis. Esses bombardeios foram parte de uma ofensiva mais ampla contra grupos militantes na região, que Israel alega serem apoiados pelo Irã. Os ataques no Iêmen resultaram em numerosas baixas e agravaram a já crítica situação humanitária no país.

Impacto Humanitário

As ações militares de Israel no Líbano e no Iêmen têm gerado críticas internacionais devido ao alto número de vítimas civis e à destruição de infraestrutura essencial. Organizações de direitos humanos têm denunciado o uso desproporcional da força e a violação de leis internacionais de guerra. A população civil, já sofrendo com anos de conflito, enfrenta agora uma crise humanitária ainda mais severa, com falta de acesso a alimentos, água e cuidados médicos.

Tensões Geopolíticas 

Os conflitos envolvendo Israel, Líbano e Iêmen são complexos e multifacetados, refletindo as tensões geopolíticas e religiosas da região. A busca por uma solução pacífica é essencial para evitar mais sofrimento e destruição. A comunidade internacional deve intensificar os esforços diplomáticos para mediar esses conflitos e promover a paz e a estabilidade no Oriente Médio.

Foto:Mahmoud Zayyat/AFP

domingo, setembro 29, 2024

Líder Supremo do Irã é Levado para Local Seguro Após Ataques de Israel


Por Enéas Bispo*

Em meio a uma escalada de tensões no Oriente Médio, o líder supremo do Irã, Aiatolá Ali Khamenei, foi levado para um local seguro e não revelado dentro do país. A medida foi tomada após a morte do chefe do grupo libanês Hezbollah, Hassan Nasrallah, em um ataque aéreo israelense em Beirute.

Fontes próximas ao governo iraniano confirmaram que a decisão de proteger Khamenei foi motivada pela necessidade de garantir sua segurança diante da possibilidade de novos ataques israelenses. O Hezbollah, um dos principais aliados do Irã na região, tem sido alvo de uma série de ofensivas por parte de Israel, que acusa o grupo de planejar ataques contra seu território.

Em uma transmissão oficial pela TV iraniana, Khamenei elogiou Nasrallah por sua dedicação à causa palestina e prometeu uma resposta firme aos ataques israelenses. "Os contrataques serão ainda mais fortes daqui para a frente", afirmou o líder supremo, destacando a importância de continuar a luta contra o que chamou de "opressão israelense".

A situação permanece tensa, com a comunidade internacional observando de perto os desdobramentos deste conflito que já dura décadas. Analistas políticos alertam para o risco de uma escalada ainda maior, que poderia envolver outros países da região e ter consequências imprevisíveis para a estabilidade global.

Fontes.: CBN e Terra.

segunda-feira, setembro 23, 2024

Israel Intensifica Ataques e Deixa o Líbano em Ruínas


Por Enéas Bispo

Beirute, 23 de setembro de 2024 - O Líbano enfrenta uma nova onda de destruição após os intensos ataques aéreos realizados por Israel nesta segunda-feira. O bombardeio, que teve como alvo mais de 300 posições do grupo extremista Hezbollah, deixou um rastro de escombros e desespero no sul do país.

Segundo o Ministério da Saúde do Líbano, pelo menos 100 pessoas morreram e mais de 400 ficaram feridas. As Forças de Defesa de Israel (FDI) alertaram os civis para evacuarem as áreas onde o Hezbollah opera, afirmando que os ataques seriam "precisos e extensos".

Os moradores relataram ter recebido ligações de alerta antes do início dos bombardeios, mas muitos não conseguiram deixar suas casas a tempo. "Foi um caos total. As explosões começaram e não tivemos tempo de fugir", disse um residente de Kfar Rouman, uma das vilas mais atingidas.

O conflito entre Israel e Hezbollah, que já dura quase um ano, atingiu um novo pico de violência. O porta-voz das FDI, Daniel Hagari, afirmou que o objetivo é neutralizar as capacidades militares do Hezbollah, que tem usado vilas libanesas para armazenar armas e lançar ataques contra Israel.

A comunidade internacional tem expressado preocupação com a escalada do conflito. O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu um cessar-fogo imediato e alertou para o risco de uma catástrofe humanitária no Líbano.

Enquanto isso, os libaneses tentam lidar com a devastação. "Nossa casa foi destruída. Não sabemos para onde ir", lamentou uma moradora de Beirute, que preferiu não se identificar.

A situação no Líbano continua a se deteriorar, com a população civil pagando o preço mais alto deste conflito incessante.

Fontes: Exame, BBC, CNN

quinta-feira, agosto 29, 2024

Criança Quebra Acidentalmente Pote de Barro de 3.500 Anos em Museu

Por Enéas Bispo*

Haifa, Israel* – Um incidente inusitado ocorreu no Museu Hecht, localizado na Universidade de Haifa, quando um menino de quatro anos quebrou acidentalmente um pote de barro de 3.500 anos. O artefato, datado da Idade do Bronze, era considerado uma peça rara devido à sua condição intacta antes do incidente.

O episódio aconteceu durante uma visita familiar ao museu. Movido pela curiosidade, o menino tocou o pote, que estava exposto sem proteção de vidro, próximo à entrada do museu. O objeto caiu e se quebrou, causando um grande susto no pai da criança, que imediatamente procurou um segurança para relatar o ocorrido.

O Museu Hecht, conhecido por sua coleção de itens arqueológicos e artísticos, afirmou que não considera que a ação da criança tenha sido intencional. A exposição de objetos históricos sem barreiras físicas é uma prática adotada pelo museu para tornar os itens mais acessíveis ao público. "Existe um encanto especial em apreciar um achado arqueológico 'olho no olho' e sem barreiras", afirmou um porta-voz do museu.

Apesar do incidente, o museu não pretende mudar sua política de exposição. A peça será restaurada por especialistas da escola de arqueologia e culturas marinhas da Universidade de Haifa, e o processo de restauração será documentado e apresentado ao público.

O pai do menino, ainda abalado, comentou que seu filho apenas queria ver o que havia dentro do pote. A família foi convidada a retornar ao museu para um passeio organizado, onde poderão aprender mais sobre a importância da preservação de artefatos históricos.

O Museu Hecht continuará a sua missão de tornar a história acessível a todos, mantendo a tradição de expor peças antigas sem barreiras, mesmo após este raro incidente.

*Com informações  do Estadão,  A Crítica e O Povo

sábado, outubro 07, 2023

Como o Hamas enganou a inteligência de Israel e lançou um ataque surpresa


Por Enéas Bispo 

O ataque do grupo militante palestino Hamas contra Israel neste sábado (7) foi um dos mais ousados e devastadores da história do conflito. Mais de 5 mil foguetes foram disparados da Faixa de Gaza, matando pelo menos 100 israelenses e ferindo mais de 900. Além disso, dezenas de militantes do Hamas conseguiram se infiltrar em território israelense, derrubando a cerca de segurança, tomando reféns e causando pânico nas cidades fronteiriças.


O que torna esse ataque ainda mais impressionante é que ele pegou de surpresa os serviços de inteligência de Israel, considerados um dos mais sofisticados e eficientes do mundo. Como o Hamas conseguiu planejar e executar essa operação sem ser detectado pelas autoridades israelenses? Quais foram as falhas e as vulnerabilidades que permitiram esse fracasso colossal da inteligência?


Segundo analistas e fontes militares, há várias possíveis explicações para o sucesso do Hamas em enganar Israel. Algumas delas são:


● O Hamas contou com a ajuda externa do Irã, seu principal aliado e patrocinador, que forneceu armas, treinamento e apoio logístico para a operação. O Irã tem uma rede de agentes e aliados na região, que podem ter ajudado a ocultar os preparativos do ataque.

● O Hamas aproveitou a instabilidade política e social em Israel, que vive uma crise de governo desde dezembro passado, com uma coalizão frágil liderada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que enfrenta protestos, acusações de corrupção e um confronto com o Judiciário. Além disso, há divisões internas entre os judeus israelenses, especialmente entre os laicos e os ultraortodoxos, que têm visões diferentes sobre a questão palestina.

● O Hamas usou táticas de despiste e camuflagem para esconder seus planos e movimentos. Por exemplo, o grupo pode ter usado túneis subterrâneos para transportar armas e combatentes, ou disfarçado seus foguetes como objetos comuns, como contêineres ou caminhões. O Hamas também pode ter se aproveitado das condições climáticas, como a neblina ou a chuva, para lançar seus foguetes sem serem vistos pelos radares ou pelos satélites.

● O Hamas escolheu um momento estratégico para lançar seu ataque: o dia seguinte ao aniversário de 50 anos da Guerra do Yom Kippur, quando Israel foi atacado por Egito e Síria em 1973, no dia mais sagrado do calendário judaico. Esse ataque também pegou Israel desprevenido na época, e quase levou à derrota do país. O Hamas pode ter tentado repetir esse cenário traumático para Israel, aproveitando-se do fator psicológico e emocional.


Essas são algumas das hipóteses que podem explicar como o Hamas conseguiu realizar um ataque surpresa contra Israel, expondo as falhas dos serviços de inteligência israelenses. No entanto, ainda há muitas perguntas sem resposta sobre essa operação, que terá consequências profundas para o futuro do conflito entre israelenses e palestinos.




Hamas lança ataque surpresa contra Israel e provoca nova guerra no Oriente Médio


Por Enéas Bispo

Um ataque maciço de foguetes do grupo palestino Hamas contra Israel na manhã deste sábado (7) desencadeou uma nova onda de violência na região, que já deixou ao menos 49 mortos e centenas de feridos. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou estado de guerra e ordenou ataques aéreos contra alvos do Hamas na Faixa de Gaza. O líder do braço armado do Hamas, Muhammad Al-Deif, convocou um levante geral contra Israel e afirmou que o ataque foi uma resposta aos ataques às mulheres, à profanação da mesquita de al-Aqsa e ao cerco de Gaza.


O Oriente Médio é uma região que abrange parte da Ásia, da África e da Europa, e que tem como principais características a diversidade cultural, religiosa e étnica, além de conflitos históricos e geopolíticos. A região é considerada o berço das três grandes religiões monoteístas: o judaísmo, o cristianismo e o islamismo. A disputa pela terra sagrada de Jerusalém é um dos principais focos de tensão entre judeus e muçulmanos.


A região também possui uma grande importância econômica, pois concentra as maiores reservas de petróleo e gás natural do mundo. A exploração desses recursos tem gerado riqueza para alguns países, como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Catar, mas também tem provocado disputas territoriais, intervenções estrangeiras e instabilidade política. Alguns dos principais conflitos que afetam o Oriente Médio atualmente são: a guerra civil na Síria, a crise humanitária no Iêmen, a rivalidade entre Irã e Arábia Saudita, o programa nuclear iraniano, a questão curda, o terrorismo do Estado Islâmico e a questão palestina.


O conflito entre Israel e Palestina é um dos mais antigos e complexos da região. Ele tem origem na reivindicação de ambos os povos pelo mesmo território, que foi ocupado por diferentes impérios ao longo da história. Após a Segunda Guerra Mundial, a ONU propôs a partilha da Palestina em dois Estados: um judeu e um árabe. Os judeus aceitaram a proposta e declararam a independência de Israel em 1948, mas os árabes rejeitaram e iniciaram uma guerra contra o novo país. Desde então, vários conflitos armados, negociações diplomáticas e tentativas de paz foram realizados, mas sem uma solução definitiva. Atualmente, Israel controla a maior parte do território histórico da Palestina, incluindo Jerusalém Oriental, enquanto os palestinos possuem apenas duas áreas autônomas: a Faixa de Gaza e a Cisjordânia.


O Hamas é um movimento islâmico que surgiu na década de 1980 como uma ramificação da Irmandade Muçulmana. Ele se opõe à existência de Israel e defende a criação de um Estado palestino islâmico em toda a Palestina histórica. O Hamas também presta assistência social e educacional aos palestinos mais pobres. O grupo é considerado uma organização terrorista por Israel, Estados Unidos e União Europeia, mas tem apoio de países como Irã, Turquia e Catar. O Hamas assumiu o controle da Faixa de Gaza em 2007, após expulsar o Fatah, o partido laico e moderado que lidera a Autoridade Nacional Palestina (ANP). Desde então, o Hamas tem lançado periodicamente foguetes contra Israel, que responde com bloqueios econômicos e militares à Gaza.


O ataque do Hamas deste sábado foi o mais intenso desde 2014, quando ocorreu a última guerra entre Israel e Gaza. O ataque surpreendeu as autoridades israelenses, que não esperavam uma escalada tão rápida da violência. O ataque também coincidiu com um momento de instabilidade política em Israel, que vive uma crise governamental após quatro eleições inconclusivas em dois anos. Além disso, o ataque ocorreu em meio a uma onda de protestos dos palestinos em Jerusalém contra as restrições impostas por Israel ao acesso à mesquita de al-Aqsa, o terceiro lugar mais sagrado do islamismo. A mesquita fica no Monte do Templo, que também é reverenciado pelos judeus como o local do antigo templo de Salomão.


A situação no Oriente Médio é extremamente delicada e requer uma ação urgente da comunidade internacional para evitar uma nova guerra e uma maior perda de vidas humanas. É preciso que haja um diálogo entre as partes envolvidas, com o respeito aos direitos humanos, à soberania nacional e à autodeterminação dos povos. É preciso que haja uma solução justa e duradoura para o conflito entre Israel e Palestina, baseada na coexistência pacífica de dois Estados livres, democráticos e seguros. É preciso que haja uma cooperação regional para o desenvolvimento econômico, social e ambiental do Oriente Médio, com a promoção da paz, da tolerância e da integração.




quinta-feira, maio 31, 2012

Um traço do teu caminho!


Estás descontente?
Então...
Passas indiferente ao brioche, croissant e pão quente!
Terás tu ou não o dom da humildade?
Sair pela cidade distribuindo segura o teu charme...
Viva Lisboa
Que acolhe com as suas luzes, os teus passos.
Com teus passos constróis rastros e não muros...
Muros de Berlim
Muralha da China
Muro de Israel que separa uma Palestina!
Teus passos compassos
Teus passos são versos poéticos 
Versos de um hino que fala de um destino
E nos teus passos um traço
Um traço do teu caminho!



Texto/Fotografia: ENÉAS BISPO DE OLIVEIRA