sexta-feira, outubro 16, 2026

Escala 5×2: avanço para o trabalhador, desafio para o empresário


Por Enéas Bispo *

A escala 5×2 tende a favorecer o trabalhador, mas seu efeito sobre os empresários dependerá de como cada setor reorganizará turnos e custos. A Emenda Constitucional 141, promulgada em 16 de outubro de 2026, garante dois dias de descanso semanal remunerado, sem redução salarial. A mudança alcançará cerca de 14,9 milhões de pessoas que hoje trabalham no regime 6×1; a jornada máxima cairá primeiro para 42 horas e, depois, para 40 horas semanais, ao longo da transição prevista na emenda.

Para quem trabalha seis dias por semana, o segundo dia de folga pode significar mais tempo para descanso, família, estudos e cuidados pessoais. A experiência de países europeus analisada pela BBC também sugere que reduções de jornada não necessariamente provocam perdas significativas de emprego: empresas podem compensar parte das horas com melhor produtividade, tecnologia e menor rotatividade, além de se tornarem mais atrativas para trabalhadores.

Para as empresas, sobretudo em comércio, serviços e atividades que precisam funcionar todos os dias, a adaptação pode exigir contratações, reorganização de escalas ou investimentos para manter o atendimento. Economistas ouvidos pela CNN alertam que, sem ganhos de produtividade, o custo por hora pode subir e ser repassado a preços; uma estimativa da CNI citada na reportagem calcula aumento de até 7% na folha formal, ou R$ 267,2 bilhões ao ano. São projeções, não resultados certos, e o impacto deve variar conforme o porte e a atividade da empresa.

Assim, a escala 5×2 tende a ser uma conquista para os trabalhadores que hoje têm apenas um dia de descanso, enquanto representa um desafio real — mas não necessariamente um prejuízo inevitável — para os empresários. O saldo dependerá de planejamento, negociação e capacidade de reorganizar processos: se a produtividade e a retenção melhorarem, parte dos custos pode ser compensada; se isso não ocorrer, negócios com margens apertadas poderão enfrentar pressão maior sobre preços, contratação e informalidade. A mudança favorece a qualidade de vida, mas seus efeitos econômicos dependerão de como for implementada em cada setor.

Fontes.: Site do Senado Federal, CNN Brasil, BBC Brasil

terça-feira, outubro 13, 2026

A Moça das Torres Vermelhas


Por Enéas Bispo 

Uma crônica ficcional sobre o amor, o tempo e as promessas que sobrevivem aos séculos.

♡♥︎♡

Naquela cidade de torres avermelhadas, onde as muralhas guardavam segredos antigos e os sinos da igreja pareciam conversar com as nuvens, havia uma moça que carregava no olhar a inquietação de quem nasceu para viver uma história extraordinária.

Chamava-se Annelise.

Era o século XIX, embora, naquela parte do mundo, o tempo parecesse caminhar mais devagar, como se as pedras das ruas medievais tivessem convencido os relógios a respeitar os sentimentos humanos. As casas se amontoavam sob telhados de barro, os pinheiros desenhavam sombras sobre os caminhos e o vento, vindo do Norte, trazia notícias de terras distantes e de amores que talvez nunca chegassem.

Annelise era filha de uma tecelã. Desde menina, aprendera que certas coisas só ganham beleza depois de muito trabalho. A mãe lhe ensinara a fiar o linho, a tingir a lã e a bordar pequenos desenhos geométricos que, segundo a tradição de sua aldeia, protegiam o coração contra os maus presságios. O vermelho, dizia ela, era a cor da vida, da coragem e daquilo que não se devia entregar facilmente ao esquecimento.

Por isso, no vestido que Annelise usava nas festividades, havia fios vermelhos bordados à mão sobre o tecido claro da camisa. O corpete marrom, trabalhado com esmero, ajustava-se à cintura como se guardasse um segredo. A saia azul-escura, entremeada de vermelho, acompanhava-lhe os passos com a solenidade das coisas antigas. À frente, uma faixa tecida pela mãe reunia desenhos que contavam a história de gerações de mulheres que haviam amado, sofrido, esperado e continuado.

Naquela manhã de primavera, Annelise deixara os cabelos castanhos soltos sobre os ombros. Era jovem, solteira e tinha a liberdade de quem ainda não havia permitido que o mundo escolhesse por ela.

Havia, porém, uma razão especial para estar tão bonita.

Na véspera, recebera uma carta.

A carta viera de um rapaz chamado Matthias, filho de um artesão que trabalhava nos arredores da cidade. Ele possuía mãos habilidosas, olhos cor de tempestade e uma mania que a mãe de Annelise considerava perigosa: gostava de fazer perguntas para as quais ninguém parecia ter respostas.

Por que as pessoas se casavam por conveniência, se o coração não conhecia contratos?

Por que os homens partiam para longe, se aquilo que procuravam talvez estivesse esperando por eles em casa?

E, sobretudo, por que duas pessoas que se amavam precisavam pedir autorização ao mundo para ficarem juntas?

Matthias era assim. Um sonhador, o que, naqueles tempos, constituía quase uma profissão sem salário e sem futuro garantido.

Conhecera Annelise numa feira de outono, quando ela discutia com um comerciante que tentara pagar menos pelo trabalho de sua mãe. Enquanto os demais homens assistiam à cena com divertimento, Matthias aproximara-se e confirmara, diante de todos, que o preço pedido era justo.

Annelise agradecera com um sorriso discreto.

Ele, que até então acreditava ter visto muitas coisas bonitas na vida, descobriu naquele instante que um sorriso podia reorganizar o mundo.

Depois vieram os encontros junto à muralha, as conversas demoradas, as caminhadas pelos caminhos de terra e as despedidas que sempre pareciam acontecer cedo demais. Matthias falava de cidades além do horizonte; Annelise falava das coisas que desejava construir. Ele sonhava com o mundo. Ela queria um lugar onde o mundo pudesse descansar.

Sem perceber, começaram a desenhar o mesmo futuro com palavras diferentes.

Até que o pai de Matthias decidiu enviá-lo para uma cidade distante, onde trabalharia na oficina de um parente. A viagem estava marcada para o fim da primavera. E o pai de Annelise, homem honesto, mas fiel às convenções, acreditava que uma moça de família deveria escolher um marido capaz de oferecer segurança, não promessas.

Foi então que Matthias escreveu.

Na carta, dizia que partiria em três dias. Não lhe pedia que abandonasse a família, nem que fugisse durante a noite. Pedia apenas que o encontrasse na praça, diante da velha igreja, ao meio-dia do domingo. Queria despedir-se olhando nos olhos dela. E, se Annelise ainda acreditasse nos dois, prometia voltar para pedi-la em casamento assim que pudesse sustentar uma casa.

Ela leu aquelas linhas tantas vezes que acabou decorando cada palavra.

Agora, diante das torres avermelhadas, ajeitava a faixa bordada sobre a saia e fingia não perceber o olhar desconfiado da mãe.

— Vai à igreja? — perguntou a velha tecelã.

— Vou, mãe.

— E precisa desse vestido?

Annelise baixou os olhos para a roupa. Passou os dedos pelo bordado vermelho do decote.

— Há dias em que a gente precisa vestir por fora aquilo que está sentindo por dentro.

A mãe não respondeu. Talvez tenha compreendido. Talvez tenha apenas reconhecido na filha a mesma juventude que, muitos anos antes, também lhe fizera acreditar que o amor podia vencer qualquer distância.

Ao meio-dia, a praça estava cheia. Crianças corriam entre as barracas, vendedores anunciavam seus produtos e os sinos derramavam sobre os telhados uma música antiga. Annelise esperou perto da escadaria da igreja, observando cada homem que surgia na rua.

Matthias não apareceu.

O primeiro quarto de hora passou como um suspiro. O segundo, como uma ofensa. Depois, a esperança começou a sentir frio.

Ela pensou que talvez ele tivesse partido antes do previsto. Talvez o pai o tivesse impedido de sair. Talvez a carta fosse apenas uma despedida disfarçada de promessa.

O amor, quando não encontra explicações, é capaz de fabricar as mais cruéis.

Annelise permaneceu ali até que a praça começou a esvaziar. Só então se sentou junto à muralha e chorou sem fazer barulho, com a dignidade de quem não deseja que a própria tristeza se transforme em espetáculo.

Naquele instante, um menino surgiu correndo pela rua. Trazia as botas sujas de barro e uma pequena caixa de madeira apertada contra o peito.

— Senhorita Annelise?

Ela levantou a cabeça.

— Sim.

— Um homem me pediu para entregar isto. Disse que, se eu me atrasasse, você poderia ir embora.

Dentro da caixa havia uma pequena fivela de bronze, trabalhada com delicados desenhos geométricos. Sob ela, um bilhete.

Minha Annelise,

Não pude chegar à praça. Meu pai sofreu uma queda esta manhã, e precisei acompanhá-lo até a propriedade de um médico, além dos portões da cidade. Partirei amanhã, se tudo correr bem. Não quero que você espere por mim sem saber o motivo da minha ausência.

Entrego-lhe esta fivela porque não tenho ouro suficiente para lhe dar uma joia, nem uma casa para lhe oferecer. Mas tenho duas mãos, uma palavra e um coração que não aprendeu a amar pela metade.

Se um dia eu voltar e você ainda me quiser, construiremos nossa casa. Se não voltar, guarde a fivela como lembrança de que, em algum lugar deste mundo, houve um homem que desejou ser digno do seu amor.

Matthias.

Annelise fechou os olhos.

A fivela era simples, mas possuía a beleza das coisas feitas para durar. Passou o polegar sobre o metal, sentindo nas pequenas marcas o trabalho de alguém que conhecia a paciência. Então a prendeu ao corpete, junto àquela outra fivela que a mãe lhe dera.

Naquela noite, enquanto a cidade dormia sob o silêncio das muralhas, Annelise decidiu que não faria do amor uma prisão. Não abandonaria sua vida para viver à sombra de uma promessa, mas também não permitiria que a ausência transformasse em mentira tudo aquilo que havia sido verdadeiro.

Continuaria tecendo. Aprenderia novos desenhos, aperfeiçoaria os bordados e ajudaria a mãe na oficina. Se Matthias voltasse, encontraria uma mulher que o amava, não uma mulher que havia deixado de existir enquanto esperava por ele.

Os anos passaram.

A primavera cedeu lugar a muitos invernos. As torres continuaram de pé, os sinos continuaram anunciando as horas e as gerações continuaram a nascer sem compreender por que os mais velhos olhavam demoradamente para certas ruas.

Annelise tornou-se uma artesã respeitada. Seus bordados eram conhecidos nas feiras das cidades vizinhas, e havia quem viajasse apenas para encomendar-lhe uma faixa de lã com os desenhos que ela inventava. Nunca deixou de usar a pequena fivela de bronze.

Matthias escreveu durante algum tempo. Depois, as cartas rarearam. Por fim, cessaram.

A vida, que não costuma pedir licença para continuar, trouxe-lhe trabalho, responsabilidades e outros caminhos. Houve homens que a cortejaram. Alguns eram ricos; outros, gentis. Um deles chegou a oferecer-lhe uma casa com jardim e uma janela voltada para o sul.

Annelise agradeceu, mas não aceitou.

Não porque estivesse condenada a esperar por Matthias. Simplesmente descobrira que a solidão não era tão terrível quanto a obrigação de fingir um sentimento que não existia.

Certa tarde, muitos anos depois daquele domingo, quando o cabelo já lhe trazia discretos fios prateados, Annelise estava sentada diante da oficina, bordando uma faixa azul e vermelha, quando ouviu passos na rua.

Um homem parou diante dela.

Trazia o rosto marcado pelo tempo, os ombros mais estreitos e uma cicatriz junto à sobrancelha. Nas mãos, carregava um pequeno embrulho.

— Annelise?

Ela ergueu os olhos.

Por um instante, a jovem que esperara junto à igreja e a mulher que aprendera a viver sem respostas pareceram ocupar o mesmo corpo.

— Matthias?

Ele sorriu, mas não tentou diminuir a distância com palavras apressadas.

— Demorei muito.

Annelise pousou a agulha.

— Demorou.

Houve um silêncio entre os dois. Não era o silêncio dos apaixonados que temem confessar o que sentem. Era o silêncio de quem já conhecia o peso dos anos e sabia que algumas perguntas chegam tarde demais para serem feitas sem consequências.

Matthias contou-lhe que o pai morrera naquele inverno, que a oficina da família enfrentara dificuldades e que ele passara anos trabalhando em diferentes cidades. Dissera a si mesmo que voltaria quando tivesse condições de oferecer-lhe uma vida segura. A cada ano, acreditava estar mais perto. A cada ano, surgia uma nova obrigação.

Até que compreendeu, tarde demais, que transformara o futuro numa desculpa para não enfrentar o presente.

— Não vim pedir que me espere — disse ele. — Nem que me perdoe por tudo. Vim porque passei metade da vida tentando construir uma casa para lhe oferecer e só agora entendi que nunca lhe perguntei se você ainda queria morar nela.

Annelise olhou para o embrulho.

Dentro havia uma pequena caixa de madeira. Ao abri-la, encontrou outra fivela de bronze, feita com os mesmos desenhos geométricos daquela que usava desde a juventude.

— Mandei fazê-la — explicou Matthias. — Para que você pudesse escolher o que fazer com ela.

Annelise segurou as duas peças lado a lado. Uma trazia a delicadeza dos primeiros anos; a outra, a paciência de quem aprendera que o tempo também deixa suas marcas no metal.

Ela sorriu.

— Você continua fazendo perguntas difíceis.

— E você continua sem me dar respostas fáceis.

Dessa vez, o riso dos dois não precisou esconder nenhuma tristeza.

Annelise convidou-o para entrar. Preparou chá, colocou pão sobre a mesa e abriu a janela para que a luz do fim da tarde iluminasse a oficina. Conversaram sobre as cidades que ele conhecera, as pessoas que ela encontrara, as coisas que haviam perdido e aquelas que, surpreendentemente, ainda possuíam.

Não prometeram recuperar a juventude. Não fingiram que os anos podiam ser desfeitos. Tampouco disseram que o amor, sozinho, consertaria tudo.

Naquela tarde, fizeram algo mais raro: decidiram conhecer um ao outro novamente.

Matthias passou a visitar a oficina. Às vezes, ajudava a cortar a madeira das molduras; em outras ocasiões, permanecia sentado perto da janela, observando Annelise trabalhar. Não demorou para que a cidade começasse a inventar histórias sobre os dois, como as cidades pequenas sempre fazem quando percebem que o coração dos outros voltou a ser assunto público.

Meses depois, casaram-se numa manhã de primavera.

Annelise vestiu sua camisa de linho, a saia azul e vermelha, o corpete marrom e a faixa que a mãe lhe ensinara a tecer. Prendeu ao vestido as duas fivelas de bronze. Os cabelos permaneceram soltos sobre os ombros, como nos tempos em que acreditava que o mundo inteiro cabia num encontro marcado ao meio-dia.

Quando atravessou a praça, as torres avermelhadas pareciam as mesmas. A igreja era a mesma. As pedras, os telhados e os sinos continuavam ali.

Mas ela já não era a moça que esperava por uma promessa.

Era uma mulher que havia aprendido a viver, a trabalhar, a escolher e a amar sem entregar ao outro a responsabilidade de lhe dar uma vida.

Dizem que, durante a cerimônia, quando o sacerdote perguntou se Matthias aceitava Annelise como esposa, ele respondeu imediatamente.

Quando chegou a vez dela, porém, Annelise demorou alguns segundos.

Olhou para o homem diante de si, para as mãos que o tempo havia envelhecido e para a fivela de bronze que brilhava discretamente sobre o próprio vestido.

Então disse sim.

E foi um sim sem ingenuidade, sem medo e sem a pressa dos que acreditam que o amor precisa acontecer antes que o tempo acabe.

Era um sim de quem sabia que a felicidade não consiste em encontrar alguém que nunca nos decepcione, mas em descobrir, quando ainda faz sentido, alguém disposto a reconhecer os próprios erros e a caminhar conosco sem exigir que abandonemos quem nos tornamos.

Naquela cidade do Norte, entre muralhas que resistiram a guerras e telhados que sobreviveram a incontáveis invernos, Annelise e Matthias construíram sua casa.

Na janela da sala, ela colocou vasos de flores. Na oficina, continuou a tecer. E, sempre que alguém perguntava por que guardava duas fivelas antigas no mesmo vestido, respondia que uma lhe recordava o amor que havia começado na juventude; a outra, o amor que aprendera a chegar sem exigir que o passado fosse apagado.

Talvez seja essa a mais bonita das lições que o tempo nos oferece: nem toda história de amor precisa começar cedo, mas nenhuma deve exigir que deixemos de viver enquanto esperamos por ela.

Porque há promessas que o vento leva, há outras que o tempo transforma, e há aquelas que só se tornam verdadeiras quando deixam de ser promessas e passam, finalmente, a ser presença.

E, nas tardes em que o sol se deitava sobre as torres vermelhas, Annelise ainda sentia o vento do Norte acariciar-lhe os cabelos.

Já não esperava ninguém.

Tinha alguém ao seu lado.

E, sobretudo, tinha a si mesma.

segunda-feira, outubro 12, 2026

Minha Infância


Por Enéas Bispo 

Hoje é o Dia das Crianças. Que data linda! Uma data dedicada a homenagear os seres mais belos deste mundo: as crianças.

Eu fui uma criança feliz. E, para que uma criança seja feliz, é preciso que os pais lhe permitam viver a infância em toda a sua plenitude. Meus pais foram pais de verdade: presentes na educação, no cuidado, no zelo e no amor. Seu Joaquim e Dona Cícera fizeram da minha infância um tempo alegre e rico — não de riquezas materiais, mas da riqueza que me permitiu ser criança.

Minha mãe me levava em suas viagens e me comprava brinquedos. Não todos os que eu queria, óbvio, mas aqueles que ela julgava serem bons para mim. Eu morava na zona rural e aprendi a inventar e construir meus próprios brinquedos com as coisas que encontrava por ali. A imaginação fazia o resto, e o mundo ao meu redor era um convite à criatividade.

Eu também gostava muito de ler gibis. Você sabe o que é gibi? São aquelas revistas em quadrinhos que fizeram e ainda fazem parte da infância de tanta gente. Minha mãe não podia comprar todos os que eu queria, mas, sempre que íamos à cidade, ela comprava dois. E havia ainda uma generosidade que guardo na memória: a dona da banca de jornais onde eu comprava os gibis deixava que eu lesse outros dois ali mesmo, sentado num pequeno tamborete. Para mim, aquilo era uma festa! Quatro histórias, quatro aventuras, um mundo inteiro de imaginação ao alcance das minhas mãos.

Eu fui uma criança feliz. E hoje compreendo que essa felicidade não estava na quantidade de brinquedos que tive, mas no amor que recebi, nas oportunidades que meus pais me deram e na liberdade de viver a infância com alegria, curiosidade e encantamento.

A menina que aparece nesta fotografia comigo é Débora. Na época em que a foto foi tirada, eu tinha sete anos, e ela devia ter uns nove. Já não sei por onde anda Débora, mas lembro dela com carinho. Foi uma boa amiga e fez parte de uma época da minha vida que o tempo não apagou.

Enfim, eu poderia escrever muitas páginas sobre a minha infância, revisitar tantas lembranças e contar histórias que ainda moram em algum lugar da memória. Mas hoje, neste Dia das Crianças, quero deixar apenas este pequeno registro, uma homenagem aos meus pais e à criança que fui.

Porque crescer é inevitável, mas ter tido uma infância feliz é um presente que a vida nos dá e que carregamos para sempre.

Feliz Dia das Crianças!

sexta-feira, outubro 09, 2026

As coisas que deixei por resolver


Por Enéas Bispo 

Há coisas que deixei por resolver e que, de vez em quando, voltam a bater à porta da memória. Conversas que não tive, palavras que engoli, despedidas que adiei, sentimentos que não compreendi a tempo e decisões que fui empurrando para um amanhã que nunca parecia chegar. Há também sonhos que ficaram pela metade, caminhos que abandonei sem entender muito bem por quê e pessoas às quais talvez eu devesse ter dito mais alguma coisa — ou simplesmente ter dito adeus.

Com o tempo, aprendi que nem tudo o que fica pendente precisa ser retomado. Algumas questões merecem uma resposta; outras, apenas a coragem de aceitar que não a teremos. Existem portas que ainda podemos abrir, mas há aquelas diante das quais precisamos aprender a não permanecer eternamente. Resolver nem sempre significa consertar, recuperar ou voltar atrás. Às vezes, significa reconhecer o que aconteceu, assumir a nossa parte, perdoar o que for possível e seguir sem carregar a obrigação de mudar o passado.

Talvez a maturidade consista justamente nisso: olhar para a própria história sem fugir dos capítulos inacabados. Admitir os erros sem fazer deles uma sentença, reconhecer as omissões sem transformar a culpa em morada e compreender que a vida não nos concede tempo suficiente para concluir tudo perfeitamente. Algumas coisas ficarão sem resposta, algumas pessoas seguirão sem saber o que significaram para nós, e algumas versões de quem fomos jamais terão a oportunidade de se explicar.

Ainda assim, é preciso seguir. Não porque tudo esteja resolvido, mas porque a vida continua acontecendo enquanto tentamos encontrar as respostas. E não quero chegar ao futuro tão ocupado com aquilo que deixei para trás que me esqueça de viver o que ainda está diante de mim.


Há pendências que pedem coragem para serem enfrentadas. Outras pedem serenidade para serem encerradas dentro de nós. O importante é aprender a distinguir umas das outras.

Afinal, não preciso resolver tudo o que passou para merecer a paz. Preciso apenas deixar de fugir daquilo que ainda posso transformar e encontrar sabedoria para aceitar aquilo que já não depende de mim.

quinta-feira, outubro 08, 2026

Jovem de Serra Branca toma posse como Analista Judiciário no TRT-2 em São Paulo


Por Enéas Bispo 

Há trajetórias que nascem de grandes oportunidades. Outras, como a de Pablo Santos de Holanda, são esculpidas passo a passo, entre livros, disciplina e a certeza de que o estudo é um caminho possível. Nesta quinta-feira, 8 de outubro, o jovem paraibano de 24 anos tomará posse como Analista Judiciário no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), em São Paulo, depois de ser aprovado em concurso público na 24ª posição.

Nascido em Campina Grande em 11 de março de 2002, Pablo foi criado desde os primeiros anos de vida em Serra Branca, no Cariri paraibano. Foi ali, na Escola Estadual Senador José Gaudêncio, que deu os primeiros passos de uma caminhada acadêmica que mais tarde o levaria à capital do estado e, agora, à maior metrópole do país.

Exemplos que moldam destinos

Filho de Jaqueline Wedna dos Santos Ventura e Luiz Gonzaga de Holanda Neto, Pablo cresceu cercado por referências de determinação e compromisso com o serviço público. Sua mãe e seu avô, policial federal, foram a bússola que o fez enxergar nos estudos e nos concursos públicos uma estrada para construir o próprio futuro.

Ele atribui parte decisiva de sua história a esses exemplos domésticos, em especial ao da mãe, para quem a dedicação, o estudo e uma carreira erguida com esforço poderiam abrir caminho a uma vida digna e a novas oportunidades.

Entre a sala de aula e o serviço público

Concluída a educação básica, Pablo ingressou no curso de Direito da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), em João Pessoa. Foi na graduação que sua história ganhou um capítulo precoce e marcante: antes mesmo de se formar, prestou o primeiro concurso público da vida e foi aprovado para técnico administrativo, tornando-se servidor público federal aos 21 anos.

Em vez de escolher entre a universidade e o trabalho, decidiu abraçar ambos. Dividiu a rotina entre aulas, provas, compromissos profissionais e noites de estudo, e colheu o resultado: concluiu o curso de Direito em 2025. Sem pausa para o descanso, seguiu para uma pós-graduação em Direito do Trabalho, ainda em andamento.

Um novo capítulo na capital paulista


A aprovação no TRT-2 coroa esse percurso e inaugura uma nova etapa. A mudança para São Paulo representa mais do que uma conquista profissional: é a travessia de um jovem que saiu do interior da Paraíba e, por meio do estudo, da disciplina e do trabalho, foi conquistando espaço em instituições públicas de peso.

Da pequena Serra Branca aos corredores de uma das maiores instituições da Justiça do Trabalho do país, a história de Pablo é, sobretudo, a de quem aprendeu cedo que grandes conquistas começam com pequenos passos.

Aos 24 anos, com a graduação concluída, a pós-graduação em curso, a experiência como servidor federal e uma nova carreira prestes a começar, Pablo leva na bagagem as raízes de sua terra e os ensinamentos da família. Em São Paulo, inicia mais uma etapa de uma trajetória que ainda tem muitos capítulos pela frente.

domingo, outubro 04, 2026

Anna Lorena é a juventude do Cariri que chega com força à Assembleia Legislativa da Paraíba


Texto/Foto: Enéas Bispo 

Hoje em que o sol do sertão aquecia as urnas e o povo do Cariri se mobilizava em todas as cidades, Anna Lorena Leite Nóbrega Lago, a Lorena de 39 anos, escreveu uma página nova na história política da Paraíba. Com  46 mil votos, a ex-prefeita de Monteiro conquistou uma das 36 cadeiras da Assembleia Legislativa. O número 11211 do Progressistas (PP) ecoou como um grito de representatividade: pela primeira vez, o Cariri envia uma mulher ao Legislativo estadual.

Nascida em 18 de junho de 1987 em Monteiro, Anna Lorena carrega no sangue a força da sua terra  e a teimosia de quem cresceu ouvindo que política se faz com a mão estendida. Ainda jovem, organizava arrecadações de bombons para o Dia das Crianças e se envolvia em movimentos comunitários. A passagem pela Secretaria de Assistência Social foi o divisor de águas: “Fazer política é dar a mão às pessoas para que a vida delas fique menos difícil”, costuma dizer. Em 2012, estreou como vereadora pelo PSDB. Em 2016, aos 29 anos, venceu a prefeitura de Monteiro com 11.399 votos. Em 2020, reeleita pelo PL com 11.533 votos, consolidou oito anos de gestão marcados por contas aprovadas por unanimidade no TCE-PB e por uma administração que priorizou saúde, educação e desenvolvimento regional.

Advogada, casada, mãe, ela trouxe para a campanha de 2026 a experiência de quem já administrou o maior município do Cariri e a ousadia de quem tem energia e juventude. Alinhada ao grupo do governador reeleito Lucas Ribeiro (PP), percorreu o interior defendendo saúde, desenvolvimento regional, educação e políticas para as minorias. Em cada visita — seja ao potencial turístico do Congo ou às ruas de Campina Grande no grande adesivaço de largada —, repetia: “Serei a primeira mulher do Cariri a ser deputada estadual”. E cumpriu.​

A vitória tem peso simbólico e prático. O Cariri, região historicamente sub-representada no Legislativo Estadual, ganha voz própria e feminina. Para a Paraíba, é mais um passo na renovação geracional e na valorização do interior. Em um Estado onde as grandes decisões ainda concentram-se  nos centros urbanos maiores, Anna Lorena chega como ponte: entre o Cariri e a capital, entre a gestão municipal e as leis estaduais, entre a juventude que sonha e a experiência que executa.

Hoje quando votou na UEPB Campus VI, em Monteiro, acompanhada do marido Felipe Lago e das filhas, ela falou das bandeiras que levará para João Pessoa. Agora, com a cadeira conquistada, o Cariri paraibano tem motivo para celebrar: uma de suas filhas mais jovens e determinadas sobe os degraus do Parlamento Paraibano não apenas para ocupar um espaço, mas para abrir caminhos.

quinta-feira, outubro 01, 2026

Morre Lito Sousa, o piloto e influenciador que ensinou o Brasil a voar sem medo


Por Enéas Bispo 

O especialista em aviação e youtuber Lito Sousa, nome artístico de Joselito Geraldo de Sousa, morreu nesta quinta-feira (1º de outubro de 2026), aos 59 anos, em São Paulo. A informação foi confirmada por sua esposa, Mila Seidl, em publicação nas redes sociais.

Conhecido pelo canal Aviões e Músicas, Lito conquistou milhões de seguidores ao explicar, de forma acessível e didática, o funcionamento de aeronaves e temas de segurança aérea. Seu trabalho ajudou a reduzir o medo de voar de muita gente e se tornou referência no Brasil.

Em julho de 2026, ele havia revelado o diagnóstico de câncer de próstata. Poucas semanas depois, em agosto, a família anunciou que exames confirmaram a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), uma enfermidade neurodegenerativa rara, progressiva e sem cura. Lito passou a receber cuidados paliativos em casa.

Nas redes, a esposa publicou uma despedida emocionada: “Um grande abraço e até o próximo voo. Foi uma honra ter viajado com você. Te amo. Sempre.”

Lito deixa um legado de conhecimento, clareza e paixão pela aviação. O Brasil inteiro se despede do grande comandante.

Família Oliveira: Paz, Raiz e a Herança de Atravessar Gerações


Por Enéas Bispo 

Alguns sobrenomes vão muito além de uma simples forma de identificação civil. Eles guardam memórias, revelam origens e carregam os sinais silenciosos daquilo que atravessa séculos. Entre as linhagens que mais profundamente traduzem essa conexão com o tempo e a terra, destaca-se a família Oliveira.

As Raízes na Tradição Ibérica

Com raízes profundamente fincadas em Portugal e na tradição ibérica, o sobrenome Oliveira nasceu da ligação intrínseca com a oliveira — árvore emblemática que molda a paisagem mediterrânea. Mais do que uma vegetação típica, a oliveira sempre foi enxergada como um símbolo vivo de cultivo, ligação com a terra e continuidade.

Simbolismo: Paz,Permanência e Fruto

Historicamente, a oliveira carrega um valor simbólico singular: ela é a representação da paz, da permanência e da fartura dos frutos. Por essa razão, carregar o sobrenome Oliveira evoca a essência das famílias que sabem criar raízes fortes, resistir às intempéries do tempo e preservar sua herança com honra.

Jornadas Sem Fronteiras

Ao longo dos séculos, ao cruzar fronteiras e mares para novos continentes, as famílias Oliveira levaram na bagagem mais do que pertences materiais; levaram o seu nome, a sua memória e um profundo sentimento de pertencimento. Da terra natal para o mundo, o sobrenome permaneceu inabalável como um verdadeiro farol de origem e herança familiar.

A Memória Transformada em Arte

Toda essa trajetória e profundidade simbólica inspiram releituras visuais e artísticas. A história do sobrenome ganha vida por meio de símbolos autorais que unem a beleza da oliveira aos valores centrais da família: Paz, Raiz e Legado. Essa é uma narrativa viva que continua sendo contada e honrada a cada nova geração.

terça-feira, setembro 29, 2026

O Mecanismo da Utopia


Por Enéas Bispo

No pulso, ele não marca apenas o transcorrer do tempo; marca uma era inteira sintetizada em latão, vidro e acrílico. Um círculo vermelho denso, da cor das bandeiras que um dia hastearam a promessa de um mundo moldado pelo suor e pela engrenagem.

​Ao olhar para a esfera do relógio, o ponteiro das horas se revela um raio estilizado, cortando os minutos com a imponência do progresso elétrico e da indústria. Já o ponteiro maior curva-se no formato exato de uma foice, cruzando-se a cada hora com as espigas de trigo douradas que se erguem no canto esquerdo. É a física da precisão relojoeira a serviço da iconografia do trabalho: o campo e a fábrica, o grão e a faísca, girando em ciclo perpétuo sobre o veludo escarlate do mostrador.

Há uma poesia quase melancólica nesse mecanismo de corda manual. Enquanto o calibre tic-taca sob a caixa cromada, lembra-nos de que o tempo soviético não era medido apenas em segundos, mas em planos quinquenais, colheitas coletivas e na marcha cadenciada do trabalho. Dar corda a este relógio é um ritual de reconexão: a cada volta na coroa, tensiona-se a mola de um tempo que pretendia ser eterno, mas que acabou guardado em vitrines de colecionadores e gavetas de memória.

​Ver a foice e o raio se encontrarem às doze horas é testemunhar a pontualidade de uma utopia congelada no pulso. O relógio continua a andar, indiferente ao fim do império que o projetou, provando que enquanto os regimes passam, a beleza do design e o curso do tempo permanecem inabaláveis.

A Teoria dos Jogos: Uma Análise Abrangente de Seus Conceitos, Funcionamento e Aplicações no Cotidiano


Por Enéas Bispo 

A Teoria dos Jogos é um campo fascinante da matemática aplicada que se dedica ao estudo de situações estratégicas, nas quais o resultado de uma escolha individual depende não apenas da própria ação, mas também das ações de outros participantes.

Desenvolvida inicialmente para compreender fenômenos econômicos e estratégias militares, sua aplicabilidade expandiu-se para uma vasta gama de áreas, incluindo biologia, ciência da computação, filosofia e, de forma crescente, para a análise de interações do dia a dia.

Este ensaio explora os fundamentos da Teoria dos Jogos, seu funcionamento e como seus princípios podem ser observados e aplicados na vida cotidiana.

O Que é a Teoria dos Jogos?

A Teoria dos Jogos pode ser definida como o estudo de modelos matemáticos de conflito e cooperação entre tomadores de decisão racionais e inteligentes. Em sua essência, ela analisa como indivíduos ou grupos, denominados "jogadores", tomam decisões em ambientes onde o resultado de suas escolhas é interdependente. O termo "jogo" refere-se a qualquer situação em que o resultado é determinado pelas ações conjuntas de dois ou mais jogadores.

Wikipédia, a Teoria dos Jogos "estuda situações estratégicas onde jogadores escolhem diferentes ações na tentativa de melhorar seu retorno". A teoria ganhou proeminência com a publicação, em 1944, da obra "Theory of Games and Economic Behavior", de John von Neumann e Oskar Morgenstern, que estabeleceu as bases para a análise de jogos de soma zero e sua aplicação na economia.

Conforme a enciclopédia livre um dos conceitos mais célebres associados à Teoria dos Jogos é o Equilíbrio de Nash, desenvolvido pelo matemático John Nash. Um Equilíbrio de Nash ocorre quando cada jogador escolhe a melhor estratégia possível, dadas as estratégias escolhidas pelos outros jogadores. Nesse ponto, nenhum jogador tem incentivo para mudar sua estratégia unilateralmente.

Como Funciona a Teoria dos Jogos?

O funcionamento da Teoria dos Jogos baseia-se na modelagem de situações interativas, identificando os jogadores, suas estratégias disponíveis e os resultados (ou payoffs) associados a cada combinação de estratégias. A análise busca prever o comportamento dos jogadores e o resultado provável do jogo.

Um artigo da Suno sobre o tema explica que "a chave para a teoria dos jogos é que a recompensa de um jogador depende da estratégia implementada por outro jogador". 

Isso significa que, ao tomar uma decisão, um jogador racional deve antecipar as possíveis reações dos demais. Por exemplo, se uma empresa decide baixar os preços para ganhar mercado, ela deve considerar a probabilidade de seus concorrentes fazerem o mesmo, o que poderia anular a vantagem inicial.

Os jogos podem ser classificados de diversas formas, sendo as principais distinções:

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O famoso Dilema do Prisioneiro é um exemplo clássico de um jogo simultâneo de informação imperfeita, que ilustra como a busca pelo interesse próprio pode levar a um resultado pior para todos os envolvidos.

Aplicações da Teoria dos Jogos no Viver Cotidiano

A Teoria dos Jogos não se restringe a modelos abstratos ou a grandes decisões corporativas e militares. Seus princípios podem ser observados em inúmeras situações do cotidiano, desde negociações salariais até a escolha de um caminho no trânsito.

Um artigo da Forbes Brasil destaca que a aplicação da Teoria dos Jogos na vida profissional deve ser feita com moderação e empatia.  O  autor sugere que, em vez de tentar "vencer" cada interação, o objetivo deve ser entender o "jogo" para jogá-lo da melhor forma possível, buscando resultados que beneficiem a todos . Por exemplo, ao negociar um projeto em equipe, entender as motivações e os objetivos de cada colega pode levar a uma solução cooperativa que maximize o sucesso do projeto como um todo, em vez de focar em ganhos individuais.

Outras aplicações práticas incluem:

● Negociações: Seja em uma negociação salarial, na compra de um carro ou em um acordo comercial, entender a perspectiva da outra parte e antecipar suas reações é fundamental para alcançar um resultado favorável.

● Relacionamentos: As interações sociais podem ser vistas como jogos cooperativos, onde a comunicação e a confiança são essenciais para construir relacionamentos saudáveis e duradouros.

● Trânsito: Ao escolher uma rota, os motoristas estão participando de um jogo complexo. Uma rota que parece mais rápida pode ficar congestionada se muitos motoristas fizerem a mesma escolha. A decisão ótima depende das escolhas dos outros.

● Esportes: Em qualquer esporte competitivo, a estratégia é fundamental. Um time de futebol, por exemplo, deve antecipar a formação e as táticas do adversário para definir sua própria estratégia de jogo.

Equilíbrio, Empatia e Bom Senso

A Teoria dos Jogos oferece uma lente poderosa para analisar e compreender as interações humanas em uma variedade de contextos. Ao modelar situações estratégicas e prever o comportamento de indivíduos racionais, ela nos ajuda a tomar decisões mais informadas e a antecipar as consequências de nossas ações. Embora sua aplicação no cotidiano deva ser equilibrada com empatia e bom senso, os princípios da Teoria dos Jogos podem nos tornar mais conscientes das dinâmicas sociais e mais eficazes em nossas interações, seja no ambiente de trabalho, em nossas relações pessoais ou em simples decisões do dia a dia.