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domingo, janeiro 25, 2026

O Enigma Zara: Como a Gigante Espanhola Vende Bilhões Gastando Zero com Publicidade


Por Enéas Bispo 

Se você abrir uma revista de moda ou navegar pelo intervalo da sua série favorita, dificilmente verá um anúncio da Zara. Diferente de marcas como Nike, Adidas ou Chanel, a Zara não contrata celebridades de Hollywood para campanhas globais, não estampa outdoors nas grandes avenidas e, pasme, não envia "mimos" para influenciadores digitais em troca de publiposts.

​Mesmo assim, a marca espanhola é um fenômeno de vendas. Como isso é possível em um mundo onde "quem não é visto, não é lembrado"? O segredo não é mágica, é estratégia pura.

​1. O Ponto de Venda é o Outdoor

​Enquanto outras marcas gastam milhões em anúncios de TV, a Zara investe esse dinheiro em localização. Eles seguem a estratégia de "estar ao lado dos melhores". Você sempre encontrará uma Zara vizinha a marcas de luxo como Gucci ou Prada.

  • A vitrine é a alma do negócio: As vitrines são trocadas a cada 15 dias e são milimetricamente planejadas na sede da empresa, na Espanha, para garantir que o cliente sinta que, se não entrar agora, perderá algo incrível.

​2. Escassez e Novidade (O Efeito "Compre Agora")

​A Zara mudou a lógica da moda. Enquanto o varejo tradicional trabalha com coleções sazonais (Primavera/Verão e Outono/Inverno), a Zara trabalha com o micro-ciclo.

  • Logística de Guerra: Novas peças chegam às lojas duas vezes por semana.
  • Se você gostou, leve: A produção é limitada. Se você viu um blazer hoje e decidiu voltar semana que vem para comprar, há grandes chances de ele ter sumido para sempre. Isso cria uma urgência psicológica no consumidor que dispensa qualquer anúncio.

​3. Do Povo para a Fábrica (Data-Driven Fashion)

​A maioria das marcas tenta prever o que será tendência. A Zara prefere reagir ao que já está acontecendo.

​Os gerentes de loja têm um papel crucial: eles observam o que os clientes pedem, o que provam e não levam, e o que está fazendo sucesso nas ruas. Essas informações são enviadas em tempo real para os designers na Espanha. Em menos de três semanas, uma tendência captada nas ruas de Tóquio ou Londres já está nas araras do mundo todo.

​4. O "Luxo Acessível" para Todos

​A Zara democratizou o design de alta costura. Eles conseguem traduzir a estética das passarelas de Paris para um preço que a classe média pode pagar. Ao não usar famosos, a marca foca no produto. O protagonista nunca é a modelo da campanha, mas sim o corte da calça ou a estampa do vestido.

​Looks Zara

​A Zara provou que, no século XXI, a melhor publicidade é uma experiência de compra eficiente e um produto desejável. Ao focar em logística, localização premium e na velocidade de resposta ao desejo do cliente, a marca transformou seus próprios consumidores em promotores orgânicos.

​Afinal, para que pagar por um post de uma celebridade se milhares de pessoas postam seus "looks Zara" de graça todos os dias?

domingo, outubro 13, 2024

Morre Washington Olivetto, o Maior Publicitário Brasileiro, aos 73 Anos


Por Enéas Bispo*

Hoje, o Brasil se despede de um dos maiores ícones da publicidade. Washington Olivetto, renomado publicitário e empresário, faleceu aos 73 anos no Rio de Janeiro. Olivetto estava internado há quatro meses e sua morte foi confirmada na tarde deste domingo (13) devido a falência múltipla de órgãos.

Nascido em São Paulo, Olivetto iniciou sua carreira na publicidade aos 17 anos e rapidamente se destacou por sua criatividade e inovação. Entre suas campanhas mais memoráveis estão o "Garoto Bombril", o "Primeiro Sutiã" da Valisère e o casal Unibanco. Sua trajetória foi marcada por inúmeros prêmios, incluindo o Leão de Bronze no Festival de Publicidade de Cannes, conquistado ainda no início de sua carreira.

Além de sua contribuição para a publicidade, Olivetto também foi um dos arquitetos da Democracia Corinthiana, movimento que revolucionou o futebol brasileiro nos anos 80. Em 2001, ele foi vítima de um sequestro que durou 53 dias, um episódio que marcou sua vida pessoal e profissional.

Washington Olivetto deixa um legado imensurável para a publicidade brasileira e será lembrado por sua genialidade e impacto duradouro no setor. 

*Fontes: Veja, Quem, CBN

terça-feira, janeiro 02, 2024

Como utilizar de forma eficaz o marketing multinível: dicas práticas e estratégicas


Por Enéas Bispo 

O marketing multinível (MMN) é uma forma de venda direta que envolve a criação de uma rede de distribuidores independentes que vendem produtos ou serviços de uma empresa. O MMN é também conhecido como marketing de rede, marketing de relacionamento ou venda direta por níveis.

O MMN pode ser uma oportunidade de negócio lucrativa para quem deseja ter uma renda extra ou até mesmo uma carreira profissional. No entanto, o MMN também apresenta desafios e riscos, como a concorrência, a rejeição, a falta de apoio, a baixa qualidade dos produtos ou serviços, ou a ilegalidade de alguns esquemas.

Para ter sucesso no MMN, é preciso seguir algumas dicas e estratégias, tais como:

- Escolher uma empresa séria, ética e legalizada, que ofereça produtos ou serviços de qualidade, com demanda no mercado, e que tenha um plano de compensação justo e transparente.
- Pesquisar sobre a empresa, os produtos ou serviços, o plano de compensação, o histórico, a reputação, os depoimentos, as reclamações, e os resultados dos distribuidores.
- Definir os objetivos, o público-alvo, o nicho de mercado, o orçamento, o tempo disponível, e as estratégias de divulgação e vendas.
- Aprender sobre o produto ou serviço, seus benefícios, características, diferenciais, vantagens competitivas, e formas de uso ou aplicação.
- Aprender sobre o mercado, as tendências, as necessidades, os desejos, os problemas, as dores, e as soluções dos potenciais clientes.
- Aprender sobre as técnicas de vendas, de comunicação, de persuasão, de negociação, de fechamento, e de pós-venda.
- Aprender sobre as técnicas de recrutamento, de treinamento, de liderança, de motivação, de reconhecimento, e de retenção de distribuidores.
- Aprender sobre as ferramentas de marketing, como as redes sociais, os sites, os blogs, os vídeos, os podcasts, os webinars, os e-books, os e-mails, os anúncios, os eventos, etc.
- Aprender com os líderes, os mentores, os coaches, os cursos, os livros, os artigos, os podcasts, os vídeos, etc.
- Aplicar o que aprendeu, colocando em prática as ações planejadas, testando, medindo, avaliando, e corrigindo o que for necessário.
- Ser persistente, paciente, disciplinado, focado, organizado, proativo, criativo, ético, honesto, e profissional.
- Ser positivo, confiante, entusiasmado, apaixonado, grato, e feliz.

Seguindo essas dicas e estratégias, é possível alcançar o sucesso no marketing multinível, gerando renda, realizando sonhos, e ajudando outras pessoas a fazerem o mesmo. 

quarta-feira, outubro 04, 2023

Como usar os arquétipos para criar uma marca forte e autêntica


Por Enéas Bispo

Os arquétipos são modelos universais de personalidade que representam os valores, as motivações e os comportamentos humanos. Eles são usados há séculos na literatura, na arte e na religião para transmitir mensagens poderosas e emocionantes. Mas o que eles têm a ver com marketing?


O marketing é a arte de comunicar o valor de um produto ou serviço para um público-alvo, com o objetivo de gerar interesse, confiança e lealdade. Para isso, é preciso criar uma identidade de marca que se diferencie da concorrência e que se conecte com os desejos e as necessidades dos consumidores.


É aí que entram os arquétipos. Eles podem ajudar a definir a personalidade, a voz e o propósito de uma marca, criando uma história envolvente e consistente que ressoa com o público. Os arquétipos também podem inspirar a criação de um nome, um logo, um slogan, um design e uma estratégia de marketing que reflitam a essência da marca.


Existem 12 arquétipos principais, baseados na obra do psicólogo Carl Jung, que podem ser aplicados ao marketing. São eles:


O Inocente: é o arquétipo da pureza, da simplicidade e da felicidade. Ele busca viver em harmonia com o mundo, sem perder a sua essência. As marcas que se identificam com esse arquétipo transmitem uma imagem de otimismo, de confiança e de honestidade. Exemplos: Coca-Cola, Dove, Disney.

O Explorador: é o arquétipo da aventura, da liberdade e da descoberta. Ele busca explorar novos horizontes, desafiar os limites e viver experiências autênticas. As marcas que se identificam com esse arquétipo transmitem uma imagem de ousadia, de inovação e de independência. Exemplos: Red Bull, Jeep, Airbnb.

O Sábio: é o arquétipo do conhecimento, da inteligência e da sabedoria. Ele busca compreender o mundo, encontrar a verdade e compartilhar o seu aprendizado. As marcas que se identificam com esse arquétipo transmitem uma imagem de autoridade, de credibilidade e de confiabilidade. Exemplos: Google, IBM, Harvard.

O Herói: é o arquétipo da coragem, da força e da vitória. Ele busca superar os obstáculos, enfrentar os desafios e alcançar os seus objetivos. As marcas que se identificam com esse arquétipo transmitem uma imagem de liderança, de competência e de eficiência. Exemplos: Nike, FedEx, Mastercard.

O Fora da Lei: é o arquétipo da rebeldia, da mudança e da revolução. Ele busca romper as regras, questionar o status quo e provocar a transformação. As marcas que se identificam com esse arquétipo transmitem uma imagem de irreverência, de originalidade e de autenticidade. Exemplos: Harley-Davidson, Apple, Netflix.

O Amante: é o arquétipo da paixão, da beleza e da sensualidade. Ele busca estabelecer relações profundas, expressar os seus sentimentos e desfrutar dos prazeres da vida. As marcas que se identificam com esse arquétipo transmitem uma imagem de elegância, de sofisticação e de sedução. Exemplos: Chanel, Victoria's Secret, Godiva.

O Bobo da Corte: é o arquétipo do humor, da diversão e da alegria. Ele busca fazer as pessoas rirem, aliviar as tensões e aproveitar o momento presente. As marcas que se identificam com esse arquétipo transmitem uma imagem de descontração, de criatividade e de espontaneidade. Exemplos: M&M's, Ben & Jerry's, Skittles.

O Cuidador: é o arquétipo da generosidade, da compaixão e do serviço. Ele busca ajudar os outros, proteger os vulneráveis e promover o bem-estar. As marcas que se identificam com esse arquétipo transmitem uma imagem de empatia, de responsabilidade e de confiança. Exemplos: Johnson & Johnson, Volvo, Unicef.

O Mago: é o arquétipo da magia, da transformação e da realização. Ele busca criar a realidade que deseja, usar o seu poder para o bem e inspirar os outros a fazerem o mesmo. As marcas que se identificam com esse arquétipo transmitem uma imagem de encantamento, de visão e de excelência. Exemplos: Disney, Tesla, TED.

O Criador: é o arquétipo da criatividade, da originalidade e da expressão. Ele busca manifestar a sua visão, produzir algo de valor e deixar a sua marca no mundo. As marcas que se identificam com esse arquétipo transmitem uma imagem de arte, de invenção e de qualidade. Exemplos: Lego, Sony, Moleskine.

O Governante: é o arquétipo da liderança, da autoridade e do controle. Ele busca exercer o seu poder, estabelecer a ordem e garantir a estabilidade. As marcas que se identificam com esse arquétipo transmitem uma imagem de prestígio, de confiança e de segurança. Exemplos: Mercedes-Benz, Rolex, American Express.

O Cara Comum: é o arquétipo da simplicidade, da honestidade e da lealdade. Ele busca pertencer a um grupo, ser aceito pelos outros e viver em paz. As marcas que se identificam com esse arquétipo transmitem uma imagem de proximidade, de confiabilidade e de acessibilidade. Exemplos: Ikea, Levi's, Coca-Cola.


Para usar os arquétipos para criar uma marca forte e autêntica, é preciso seguir alguns passos:


Definir o público-alvo: quem são os potenciais clientes da marca? Quais são as suas características, necessidades, desejos e problemas?

Escolher o arquétipo: qual é o arquétipo que melhor representa a personalidade, a voz e o propósito da marca? Qual é o arquétipo que mais se conecta com o público-alvo?

Criar a identidade visual: como a marca vai se apresentar visualmente para o público? Quais são as cores, as formas, as fontes e os símbolos que expressam o arquétipo escolhido?

Criar a mensagem verbal: como a marca vai se comunicar verbalmente com o público? Quais são as palavras, os tons, os slogans e as histórias que expressam o arquétipo escolhido?

Criar a estratégia de marketing: como a marca vai divulgar o seu valor para o público? Quais são os canais, as mídias, as ações e as ofertas que expressam o arquétipo escolhido?


Usando os arquétipos para criar uma marca forte e autêntica, é possível gerar uma conexão emocional com o público, diferenciar-se da concorrência e construir uma reputação sólida no mercado. Os arquétipos são ferramentas poderosas para criar marcas que encantam, inspiram e fidelizam os consumidores.