Mostrando postagens com marcador Rio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rio. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, maio 04, 2026

A Noite em que a Loba Dançou com o Mar: Shakira e os Dois Milhões de Copacabana.


Por Enéas Bispo 

Na noite de 2 de maio de 2026, a Praia de Copacabana não era mais apenas areia e onda. Tornou-se um corpo vivo, pulsante, um organismo de quase dois milhões de almas que respiravam no mesmo ritmo. O mar, cúmplice ancestral, lambia os pés da multidão como se quisesse participar do ritual. E no centro de tudo, Shakira. A colombiana de Barranquilla, que aos 18 anos já sonhava com esse palco, transformou a orla carioca num altar profano de música, memória e resistência feminina.
Dois milhões. O número ecoa como um trovão. Maior que muitos países, maior que a capacidade racional de imaginar. Copacabana, que já viu Rod Stewart, Jorge Ben Jor, Madonna e Lady Gaga comandarem multidões épicas, testemunhou mais uma vez o poder de uma voz latina que transcende fronteiras. Não era só um show. Era um acontecimento histórico, parte do festival Todo Mundo no Rio, que injetou vida (e centenas de milhões de reais) na economia da cidade pós-Carnaval. Hotéis lotados, ruas fervilhando, vendedores improvisando camisetas e caipirinhas. A praia virou um caldeirão cultural onde o mundo se encontrava.

Shakira subiu ao palco atrasada, mas quem liga para o relógio quando a história está sendo escrita? Começou com “La Fuerte”, forte como o título, e desfilou quase trinta canções que costuraram sua carreira: “Hips Don’t Lie” fazendo quadris rebolarem em uníssono, “Waka Waka” evocando a Copa que uniu continentes, “La Tortura”, “Whenever, Wherever”. Convidados brasileiros coroaram o momento — Anitta em “Choka Choka”, Maria Bethânia e Caetano Veloso em duetos que misturavam o tropicalismo com o pop global. A arte não tem passaporte.

Mas o que elevou essa noite além do espetáculo foi a feminilidade crua, sem filtros. Shakira, da turnê Las Mujeres Ya No Lloran, falou diretamente às mais de 20 milhões de mães solo brasileiras. “Eu sou uma delas”, disse, conectando sua reinvenção após a separação pública à luta diária dessas mulheres que carregam filhos, trabalho, casa e sonhos nas costas. Não era discurso vazio. Era confissão coletiva. “Toda vez que caímos, nos levantamos um pouco mais sábias.” Naquele instante, a praia virou um círculo de cura: duas milhões de vozes cantando junto, muitas delas mulheres que viam na colombiana um espelho de força. A loba não uiva sozinha. Uiva com a alcateia.

E havia os protestos, porque no Rio nada é só festa. Antes de Shakira subir, projeções iluminaram a fachada do Copacabana Palace: “Fim da escala 6x1”, “Tarifa zero”, “Sem anistia”, “Congresso inimigo do povo”. Mensagens políticas e sociais projetadas no ícone do luxo, enquanto a multidão dançava. Arte e protesto se entrelaçaram, como sempre no Brasil. A música não silencia a rua; ao contrário, amplifica-a. O espetáculo absorveu o ruído e o transformou em ritmo.

Copacabana sempre foi palco de contrastes: glamour e favela, alegria e luta, corpo e alma. Naquela noite, Shakira — com sua barriga que dança, quadris que contam histórias, voz que rasga e cura — encarnou a síntese latina. Uma mulher que reinventou a dor em hino, a traição em empoderamento, o exílio emocional em conexão global. Dois milhões de pessoas não vão a um show só por entretenimento. Elas vão em busca de pertencimento. De ver refletido no palco o que carregam no peito: a resiliência, o rebolado da sobrevivência, o choro que virou dança.

Quando os drones riscaram o céu com “I love you Brazil”, a multidão explodiu. Shakira, emocionada, repetiu: “A vida é mágica.” E era. Ali, sob a lua cheia sobre o Atlântico, história, música, arte, protesto e feminilidade se fundiram num só corpo ondulante. A Loba não conquistou Copacabana. Ela se tornou Copacabana: selvagem, plural, inesgotável.

E o mar, ao fundo, continuou batendo, como se aplaudisse. Porque no Rio, até as ondas sabem reconhecer uma lenda.

sábado, outubro 26, 2024

Sou Hoje


Poesia de Marisa Rosa Cabral
Rio,19 de Outubro de 2024

Ontem foi ontem. 
Não sei você mas, vida pra mim, é roupa nova 
É justa, é larga 
É longa, é curta
É lisa, estampada é linho puro 
É chita, seda crua
E às vezes, nua.

Pra mim é um dia após o outro.
Em cada um uma surpresa.
As vezes sou a caça, 
As vezes sou a presa
Água de coco, rio que passa
Sou praia, enxurrada 
Lágrima, sou uma represa.


Talvez eu te queira perto
Sem sufoco, sem cobrança 
Sem compromisso, aliança 
Fica esperto.
Tente entender 
Difícil me ser!

Sou geminiana 
“O duplociente 
Duplopotente 
Duplopresente
Duploconfuso”
Xamã, guru, cigana

As vezes flor
As vezes rosa
Morna, fria…
O mote, a poesia…
Sou de maio, de maior
Vacinado 
Não devo nada a ninguém.

Ontem foi ontem
Eu sou hoje!

quinta-feira, maio 02, 2024

Madonna no Rio: Uma Explosão de Estrelas que Ilumina o Brasil

Por Enéas Bispo

No coração pulsante do Brasil, a cidade do Rio de Janeiro se prepara para receber não apenas um show, mas um espetáculo cósmico que promete gravar seu nome nas estrelas. Em 4 de abril de 2024, os céus cariocas serão palco de uma pirotecnia sem precedentes, onde a rainha do pop, Madonna, descerá como um cometa radiante, trazendo consigo uma explosão de luz, cor e música.

A importância desse evento transcende as fronteiras do entretenimento; é uma celebração da cultura, da arte e da vitalidade brasileira. A presença de Madonna no Rio é como uma supernova, cujo brilho atrai olhares do mundo inteiro, colocando o Brasil no epicentro da música global. Cada nota musical, cada passo de dança, cada faísca que ilumina o céu noturno é uma declaração de que o Rio, e o Brasil como um todo, é um gigante cultural que dança ao ritmo de sua própria batida.

A cidade maravilhosa, conhecida por sua beleza natural e espírito acolhedor, se transformará em um palco gigantesco, onde a energia do público e a performance da estrela se fundirão em uma experiência inesquecível. O show histórico de Madonna não é apenas um concerto; é um marco, um evento que será lembrado como um ponto de encontro entre diferentes culturas e gerações.

Neste dia, o Rio de Janeiro não será apenas uma cidade, mas um símbolo de alegria e união, mostrando ao mundo que a música é uma linguagem universal que conecta pessoas, independente de onde elas venham. E quando as luzes se apagarem e o último acorde ecoar, o legado desse espetáculo pirotécnico continuará a brilhar, inspirando artistas e fãs, e reafirmando o Brasil como uma terra de maravilhas sem fim.