Por Enéas Bispo
Ela surgiu entre os traços ondulados da calçada, como se tivesse sido desenhada ali desde sempre. O verde do biquíni não era apenas cor — era bandeira, era selva, era verão. Seus pés, descalços, tocavam a areia com a intimidade de quem conhece cada grão por nome. E o sol, cúmplice, derramava ouro sobre seus cabelos, transformando cada fio em raio.
Os olhares se voltavam como girassóis. Homens, mulheres, crianças — todos hipnotizados por aquela presença que parecia ter saído de um sonho tropical. Não era só beleza. Era magnetismo. Era Copacabana em carne e alma.
Ela não precisava posar. Bastava estar. E estar ali, entre o mar e a montanha, era como ocupar o trono de uma realeza invisível. Os Dois Irmãos ao fundo pareciam vigiar sua caminhada, como guardiões de uma lenda viva.
A musa cobiçada não se vendia, não se explicava. Era livre. Era vento. Era Copacabana.
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