Um novo estudo conduzido pela Science Feedback em quatro países da União Europeia (Espanha, França, Polónia e Eslováquia) acende um alerta sobre a disseminação de desinformação nas redes sociais. A pesquisa, que analisou a prevalência de informações falsas ou enganosas, revela que o TikTok está no topo da lista.
O Ranking da Desinformação
O estudo indicou que 20% das publicações no TikTok continham desinformação, colocando a plataforma à frente de seus concorrentes. A situação é também preocupante em outras grandes redes:
- Facebook: Segue com 13% de publicações enganosas.
- Rede X (anteriormente Twitter): Registra 11% de conteúdo falso ou enganoso.
Plataformas como Instagram e YouTube apresentaram índices menores, na casa dos 8% de conteúdo enganoso. Em contraste, o LinkedIn demonstrou a menor prevalência, com apenas 2%, sugerindo que as políticas internas da plataforma têm um papel significativo na contenção da desinformação.
Engajamento e Credibilidade
O estudo também sublinhou uma dinâmica preocupante no engajamento: contas de baixa credibilidade tendem a gerar muito mais interações do que as de alta credibilidade.
Apesar de o TikTok liderar em percentual de posts desinformativos, os atores de desinformação mantêm uma presença mais ativa e engajada sobretudo no X e no Facebook. O Instagram e o LinkedIn, por outro lado, tendem a favorecer contas de alta credibilidade.
A Urgência da Regulação
Os autores do estudo destacam a importância do Regulamento dos Serviços Digitais (DSA) da UE, que visa supervisionar as plataformas e garantir o acesso a dados para pesquisa. A conclusão principal é clara: são necessárias políticas regulatórias robustas para mitigar ativamente a propagação de conteúdo enganoso online, especialmente nas plataformas de maior alcance.
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