Enquanto você dormia liguei os pontos sardentos das suas costas na esperança de que a caneta esferográfica revelasse a imagem de algum ser mitológico de nome proparoxítono ou o mapa detalhado de algum tesouro submerso.
Que formasse quem sabe, uma constelação ruiva oculta na epiderme... que nada, me deparei com o contorno de um polígono arbitrário que não me fornecia metáforas nem apontava direções; simplesmente dizia: você está aqui!
por GREGORIO DUVIVIER

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