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quinta-feira, junho 25, 2026

Terra em Convulsão - Terremoto na Venezuela e Tremores no Japão São Coincidência ou Sinal de Algo Maior?


Por Enéas Bispo 

Ontem, o mundo foi sacudido por eventos sísmicos devastadores em dois cantos opostos do globo. A Venezuela foi atingida pelo terremoto mais potente em mais de um século: um sismo de magnitude 7,5 ocorrido apenas 40 segundos após um tremor precursor de magnitude 7,2, deixando ao menos 164 mortos e 971 feridos.  Do outro lado do mundo, um terremoto de magnitude 7,2 atingiu o norte do Japão na manhã de hoje, atingindo a rara categoria "upper 6" na escala sísmica japonesa na cidade de Hashikami, província de Aomori, com tremores suaves também sentidos em Tóquio. A proximidade temporal desses dois eventos naturalmente levanta uma pergunta: há alguma conexão entre eles?

A resposta da ciência é clara: não há correlação direta. A coincidência está na data, não na origem — cada terremoto ocorreu em áreas conhecidas pela intensa atividade sísmica, onde a tensão entre placas tectônicas vem se acumulando há décadas ou até séculos. No caso da Venezuela, o país está localizado sobre o limite entre as placas tectônicas do Caribe e da América do Sul, cuja interação gera movimentos frequentes ao longo do território nacional, especialmente em áreas próximas a sistemas de falhas como o de Boconó, considerado um dos mais importantes do país. Já o Japão, está situado no chamado Círculo de Fogo do Pacífico, uma das regiões onde fortes terremotos têm sido repetidamente registrados nos últimos meses. Trata-se de dois cenários geologicamente independentes, cada um com sua própria dinâmica de acúmulo e liberação de energia.

O que esses eventos têm em comum é a brutalidade dos seus efeitos e o alerta que deixam para o mundo. O Círculo de Fogo concentra cerca de 90% dos terremotos do mundo e aproximadamente 75% dos vulcões ativos da Terra, estendendo-se por cerca de 40 mil quilômetros ao redor das bordas do Oceano Pacífico, passando pela costa oeste das Américas, Alasca, Japão, Sudeste Asiático e Nova Zelândia. A maioria dos episódios de tremores do mundo acontecem nas bordas das placas tectônicas, onde as rochas da crosta terrestre sofrem grandes esforços que se acumulam ao longo do tempo até que a força é tão grande que as rochas quebram, liberando uma enorme quantidade de energia em forma de ondas sísmicas. Quando dois grandes sismos ocorrem no mesmo dia em regiões diferentes, não é sinal de que a Terra "acordou" de forma sincronizada — é simplesmente o ritmo normal e implacável da geologia planetária, que não pede permissão nem aviso prévio.

quarta-feira, novembro 01, 2023

Monteirense percorre extremo Norte do Brasil em duas rodas


Por Enéas Bispo

"Sou um Pinto Pequeno do Asfalto

Que gosta de viajar pelo mundo

Conhecer novos lugares e culturas

E sentir o prazer de cada segundo"

João Edson é um motociclista apaixonado pela estrada.  Saiu de Manaus para a Guiana, passando por Uiramutã, a primeira cidade do Brasil da Região Norte e o extremo norte do país. De lá, seguiu para Pacaraima, na fronteira com a Venezuela, e depois retornou para Manaus. 

João Edson é motociclista há 20 anos e faz parte do Pinto Pequeno do Asfalto, um grupo de motociclistas que homenageia o poeta Pinto do Monteiro, famoso por sua poesia de repente. É também membro dos Bodes do Asfalto, um clube destinado apenas para motociclistas maçons. Foi em um encontro nacional dos Bodes que ele iniciou sua aventura pelo extremo norte do Brasil. 

João contou que a maior dificuldade que enfrentou foi vencer a distância de 150 km até Uiramutã, um trecho de muito barro, pedra, buraco e serras. Para entender a dificuldade desse percurso, foram em torno de nove horas para vencê-lo. Ele fez a aventura sozinho, mas diz que encontrou muitos amigos pelo caminho.

Declarou ainda que nessa rota o lugar mais bonito que viu foi Presidente Figueiredo, uma cidade próxima de Manaus. Um paraíso de belezas naturais, com cachoeiras e cavernas. Também ficou muito impressionado com a Guiana. Disse ainda que não lhe exigiram o passaporte na fronteira e que guardou como surpresa ao chegar na Venezuela a frase da oficial que lhe abordou: "Você está entrando no melhor país do mundo". Ele elogia o patriotismo e o amor,daquela oficial, ao seu país.


João Edson diz que percorreu cerca de 5 mil quilômetros nessa viagem e que gastou um bom dinheiro com combustível, hospedagem e alimentação. E que valeu a pena cada quilômetro rodado e cada centavo investido. E afirma que é uma experiência única e inesquecível.

E  dá algumas dicas para quem quer fazer uma trajeto semelhante: "Tem que gostar de aventuras e da estrada, senão na primeira dificuldade desiste. Revisar a moto, estar com documentação toda correta, principalmente quando for atravessar a fronteira com outro país. Levar pouca bagagem e muita disposição".

Revelou que sua próxima rota será o Tocantins, onde pretende conhecer o Jalapão, um dos destinos mais procurados pelos amantes da natureza. Conclui dizendo: "não teho medo dos desafios e estou sempre pronto para novas aventuras."